ABIH-MG firma parceria com BDMG para liberação de linhas de crédito

ABIH-MGParceria pode pode liberar até R$ 700 mil para empresas de turismo

A ABIH-MG (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais) anunciou parceria com o BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais) com o intuito de gerar investimentos em infraestrutura e revitalização de hotéis. A iniciativa é da nova diretoria, eleita em abril deste ano, que vem atuando para incrementar negócios para o setor. A parceria tem o objetivo de dar mais visibilidade ao FUNGENTUR, linha de financiamento para aquisição de bens e produtos com liberação de até R$ 700 mil para micro e pequenas empresas do setor de turismo com receita de até R$ 4,8 milhões e taxa de 0,69% ao mês.

De acordo com o presidente da entidade, Guilherme Sanson, a iniciativa demonstra a necessidade de um estímulo constante para incrementar melhorias por meio de revitalizações, obras e compra de equipamentos e também de fomentar o crédito para um setor relevante para a economia do estado, sendo considerado o segundo da federação com o maior número de estabelecimentos ligados à atividade, 127 mil empresas; e o terceiro com o maior número de empregos na área, 401 mil pessoas atuando do setor. Minas possui atualmente 3.969 meios de hospedagem. Sendo que a grande maioria são micro e pequenas empresas que não têm condições de fazer aporte sem financiamento.

“Em um estado em que a atividade turística fomenta 3,09% do PIB é de extrema relevância ter o FUNGENTUR e perceber que o BDMG apoia o setor de turismo com uma linha de crédito específica para o setor”, afirma Sanson. Para o gerente geral do BDMG de Micro e Pequenas Empresas, Rodrigo Neves, essa linha é um estímulo do banco para os pequenos negócios ligados ao setor que precisam investir em melhorias constantes. Além disso, o trade da hotelaria e de turismo são importantes e impactam positivamente a economia de Minas”, afirma.

ABIH-MG: desafios e metas

A captação de novos recursos para a melhoria no setor hoteleiro é apenas um dos desafios da nova gestão que pretende também dinamizar o turismo de eventos e negócios no estado.  Hoje a atividade turística em Minas é originada pelo turismo de eventos empresariais e de lazer. “A demanda de eventos para Belo Horizonte e todo o estado têm aumentado significativamente com a visibilidade que a cidade tem recebido com o Carnaval, Expocachaça, Minas Trend e outros eventos importantes. Percebemos que o mercado precisa de novos espaços de eventos, investir em infraestrutura e pessoal para recebermos eventos de grande porte e melhorar a qualidade dos serviços para o turista. A reabertura do Minas Centro será um passo importante nesse processo, mas é preciso fazer mais para atração de negócios”, afirma Sanson.

 Outra bandeira da entidade é fortalecer o turismo interno no estado que possui grande potencial. Por isso o presidente defende a redução de alíquota nos combustíveis de aviões para o estado de Minas Gerais, que hoje afeta o custo de viagens de avião e o trade turístico como consequência, essa mudança nos faria sermos mais competitivos.

A datas comemorativas têm mobilizado o setor promovendo um crescimento considerável para o estado. O Carnaval deste ano, por exemplo, reuniu 4,3 milhões de pessoas, desencadeando oportunidades para diversos setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio. "O turismo de negócios e eventos cria oferta para muitos outros setores, movimentando a economia de forma significativa, assim como o turismo interno", explica o presidente.

Outra iniciativa que ganha destaque na nova gestão é o apoio jurídico para os associados. A entidade disponibilizou um atendimento com orientação jurídica para os associados que irá auxiliá-los nos trâmites judiciais, um importante avanço para a ABIH-MG. Mais uma conquista nestes cinco meses de gestão foi a retomada das cadeiras dos conselhos municipais e estaduais de turismo de Minas Gerais. Sanson é vice-presidente do Comtur (Conselho Municipal de Turismo) e recuperou a cadeira do CET-MG (Conselho Estadual de Turismo). “Estamos participando de maneira assídua nas reuniões dos conselhos e da ACMinas para pautar os interesses da entidade, dar suporte a esse setor tão importante para o estado e discutir estratégia para dinamizar o turismo interno e externo”, explica.

Requisito e objetivos do crédito

As empresas vinculadas às atividades turísticas podem utilizar o financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos, móveis, utensílios, enxovais, veículos e outros bens utilizados no desempenho da atividade, como sistemas para captação de energia solar fotovoltaica, mediante comprovação dos investimentos, antes da liberação do crédito. Os interessados no financiamento devem apresentar no mínimo seis meses de faturamento. Além disso, a empresa deve ter cadastro no Cadastur do Ministério do Turismo ou, para as optantes pelo Simples Nacional, o Extrato do Simples relativo aos últimos 12 meses. Já as empresas que escolherem por outro regime de tributação, as EFD, devem apresentar contribuições relativas ao PIS/COFINS mensal dos últimos 12 meses.

(*) Crédito da foto: joelfotos/Pixabay

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