Adit Invest: o que o mercado de capitais está olhando?

adit investMargot: projetos têm dois caminho para estrutura de  financiamento

Logo após a abertura oficial da 14ª edição do Adit Invest, a programação do evento teve sequência com o painel Investidores do mercado imobiliário: passo a passo do investimento e como aproximar o mercado de capitais do setor produtivo imobiliário. Participaram dos debates Rossano Nonino, diretor-executivo da Ourinvest, Margot Greenman, CEO e co-fundadora da Captalys, e José Paim, CEO da MaxCap, com mediação de Carlos Ferrari, sócio-fundador da NFA Advogados.

Ferrari destacou que, para desenvolver com sucesso qualquer projeto imobiliário, o investidor precisa entender as diferentes possibilidades que têm à disposição. “Um projeto imobiliário não diverge de outro investimento qualquer. No geral, seu financiamento se dá de duas formas: com uma estrutura de capital de equity ou de dívida. E, no fim das contas, certo é que menos risco é sinônimo de menos retorno”, pontuou Margot.  

Questionado sobre o que avalia na hora de entrar em um projeto imobiliário, Nonino diz que um conjunto de fatores é analisado. “Localização, VGV (Valor Geral de Venda), tipologia das unidades, tamanho, formato… Ou seja, fazemos uma radiografia completa de valores e do horizonte de investimento para enfim financiá-lo”, explicou o executivo, que tem atualmente R$ 1,2 bilhão sob gestão.

adit investNonino: fundo imobiliário da Ouroinvest tem R$ 1,2 bilhão sob gestão

Adit Invest: potencial

Ao olhar o mercado em perspectiva, Paim vê com otimismo o segmento residencial. “Há um ano estava bastante cético a cerca da recuperação do mercado. No entanto, os fundamentos voltaram, e forte, como os dados apresentados pelo Basílio Jafet mostram bem. Acreditamos em crescimento sólido, não um voo de galinha”, observou o executivo, que acrescentou: “A Caixa deve alterar a forma de correção do financiamento imobiliário e isso deve impulsionar bastante o residencial. Mais gente terá acesso a imóvel, aumentando a demanda e provocando aumento de preços”, comentou.

Em relação ao segmento turístico, a grande aposta continua sendo a multipropriedade, avaliam os três painelistas. Segundo o estudo Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil 2019, divulgado durante o Adit Share, o VGV do setor deve bater em R$ 22,3 bilhões este ano, com cerca de 432 mil frações comercializadas.

“O segmento tem sido o grande vetor de crescimento em termos de novos projetos. Felizmente, o setor tem margens altíssimas, mas carrega também riscos inerentes para o investidor. Se o projeto performa mal, a fração tem baixíssima liquidez. Isso dito, são projetos de finamento mais difícil, mas os investidores que gostam de risco estão entrando e tendo retorno alto”, finaliza Paim.

(*) Crédito das fotos: Nayara Matteis/Hotelier News

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