CEO da F1 afirma que mudança para o RJ ainda está em negociações

*Matéria atualizada em 25/06, às 11:58

F1- rioCEO da F1 participou de coletiva ao lado do presidente no Palácio do Planalto

Apesar da fala do presidente Jair Bolsonaro garantir que existe 99% de chances da F1 (Fórmula 1) mudar de São Paulo para o Rio de Janeiro em 2021, Chase Carey, CEO da competição desmente a afirmação. O executivo disse ontem (24) que as negociações sobre uma eventual transferência de sede do GP do Brasil seguem em negociações. 

“No momento, nós não temos nada fechado, ainda estamos em negociação, não queremos eliminar qualquer possibilidade. Estamos negociando com o Rio de Janeiro e claro, também com São Paulo”, esclarece Carey ao declarar que as conversas continuam em caráter privado.

O CEO participou de entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado de Bolsonaro; de Wilson Witz, governador do Rio e do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente.  Durante o evento, Carey garantiu que não há um único elemento para definir a escolha do local para o GP do Brasil. Segundo ele, o objetivo é uma proposta mais ampla, que não está apenas vinculada à preocupação com a qualidade das pistas e boxes. 

Mesmo com as declarações do empresário, Bolsonaro insistiu na mudança certa de Interlagos, em São Paulo, para Deodoro, na capital fluminense. O presidente ressaltou que as consequências da transferências seriam muito positivas e que não haveria investimento público, além do aumento da capacidade de público de 60 mil para 130 mil. 

F1: SP X RJ

Bolsonaro aproveitou a ocasião para cutucar João Doria, governador de São Paulo, que em coletiva realizada em maio afirmou que até 2020 a competição permanece na capital paulista e garantiu que vai brigar por sua permanência. “Não vai ter guerra, não, somos Brasil. A imprensa diz que ele será candidato à Presidência em 2022, então ele tem que pensar no Brasil. Se ele disputar a reeleição, aí ele pensa no seu estado. Melhor ficar no Rio do que não ficar em lugar nenhum”, disse.“Ninguém está tirando a Fórmula 1 de São Paulo, ela está permanecendo no Brasil”, completou.

Doria marcou uma entrevista coletiva para a tarde de hoje também ao lado do CEO da F1 após reunião com ele.

Carey foi recebido ontem também por Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo, que reforçou a capacidade do Rio de Janeiro em receber a competição. “Estamos falando da principal porta de entrada para o turismo de lazer do Brasil. O turista que vier para a Fórmula 1 vai ter a oportunidade de conhecer uma das cidades mais bonitas do Brasil”. Witzel destacou que a Cidade Maravilhosa terá todo o apoio necessário da pasta para garantir a infraestrutura e acesso ao autódromo. 

(*) Crédito da foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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