CGSM promove debate entre entidades turísticas sobre destino do setor

CGSMSouza participou como convidado especial

Após o pronunciamento do governo federal da liberação de R$ 40 bilhões em linhas de crédito para pequenas e médias empresas, a CGSM (Consortium for Graduate Study im Management) promoveu um debate online entre entidades do turismo. Mediado por Agostinho Turbian, presidente da empresa, o encontro discutiu o futuro do setor pós-pandemia e medidas que precisam ser adotadas para superar a crise.

Participando como convidado especial, Orlando Souza, presidente do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) debateu soluções ao lado de Vinicius Lummertz, secretário de Turismo do Estado de São Paulo; Sérgio Souza, presidente da Resorts Brasil e Simone Scorsato, diretora-executiva da BLTA (Brazilian Luxury Travel Association).

Iniciando a rodada, o presidente do FOHB apresentou alguns números relevantes do mercado turístico brasileiro. “O turismo é o primeiro setor a entrar na crise e o último a sair dela. Representamos 73% do PIB nacional e estamos ligados a outros pelo menos 53 setores da economia. São 1,4 milhão de postos de trabalho envolvidos e nossa retomada é lenta para sair dessa dificuldade”.

O executivo ainda complementa que, a hotelaria em especial, já passou por outros momentos de crise, porém como esta é algo sem precedentes. “Crises anteriores afetaram diversos setores parcialmente, como a que enfrentamos entre 2014 e 2017. As taxas de ocupação caíram entre 50% e 60%, mas desta vez foi criado um bloqueio total de toda a cadeia. Saímos de um patamar de recuperação caindo para zero”.

Sérgio colocou o ponto de vista do segmento de resorts, que além de empregar muitos trabalhadores, funciona como catalisador do turismo em muitos destinos e cidades pequenas. “Os resorts empregam em larga escala e atinge o destino num geral. Onde esses empreendimentos estão, se quebra uma cadeia inteira. Nossa indústria é um produto perecível que foi de 100 a 0 num espaço muito curto de tempo onde todas as nossas receitas desapareceram”.

Representante do segmento uspcale, Simone reforçou os problemas enfrentados adicionando que, para a retomada, um dos principais fatores é a imagem do Brasil perante o mundo. “Dependemos de uma imagem positiva do país e nesse momento medidas protetivas são essenciais para que tenhamos competitividade no mercado global no momento da retomada”. 

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CGSM: apoio governamental

Os participantes ressaltaram a importância da transformação da Embratur em uma agência promocional do país no exterior e debateram qual o destino que os R$ 40 bilhões liberados pelo governo federal devem receber. “A hotelaria de negócios do Brasil é muito bem consolidada, a melhor da América Latina e isso foi feito sem o governo, de forma privada. Custos altos e excesso de burocracia tiram nossa competitividade no mercado internacional, mas esta não é uma pauta para o momento. Temos que pensar na salvação nacional”, comentou Orlando. 

O secretário complementou ainda as dificuldades envolvidas com discordâncias políticas entre os governos estaduais e federal. “Tudo que está acontecendo nos leva a uma reflexão. Como conduzimos interesses localizados, dificultando a vida do Brasil. É algo problemático e desnecessário. Não podemos ter duas políticas, duas linhas de governo. Todos queremos trabalhar, mas sabemos que o momento é de espera”.

Sobre os recursos anunciados pelo governo federal, Lummertz ressaltou que parte do valor deve ser direcionado ao pagamento de funcionários do turismo. “Vi pedidos de apoio do ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio ao Ministério da Economia. Acredito que um terço das linhas de crédito será destinado ao pagamento de colaboradores do setor. Tenho certeza que o governo não vai deixar o segmento mais atingido na mão”.

O presidente do FOHB ainda reforçou a proposta enviada pelas entidades solicitando a suspensão de contratos de trabalho com seguro-desemprego pago pelo governo pelo prazo de 90 dias ou mais, garantindo os empregos dos colaboradores. “Essa medida precisa vir, pois os hotéis estão sem receita, caixa zero. Tem que ser feito”.

Para finalizar, Simone abordou a importância da união entre as entidades no momento de crise em busca de um bem maior. “O entendimento é único. O turismo não acontece em um só lugar. Quando falamos de demanda é no Brasil todo, toda a cadeia está interligada. Precisamos de oxigênio para que todo o mercado respire”.

(*) Crédito da capa: creative-thoughts/Pixabayt

(**) Crédito da foto Orlando: Arquivo HN

(***) Crédito da foto Simone: Vinicius Medeiros/Hotelier News

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