Cibersegurança ainda não é prioridade no turismo, mostra estudo

Cibersegurança - estudo GlobalDataCasos como da Marriott ligaram o sinal de alerta do setor, certo ou não?

Com o avanço da transformação digital, um número cada vez maior de empresas presta atenção (e aporta recursos) em cibersegurança, certo? Bem, no turismo a sentença não é propriamente realidade, como os casos da Marriott International e da British Arways ilustram. Na verdade, pesquisa conduzida pela GlobalData aponta que apenas 37% das organizações do setor confirmam fazer “fortes investimentos” na área.

O levantamento mostrou ainda que 43% dos respondentes disseram que  pretendem fazer investimentos em cibersegurança nos próximos três anos. “Bem, 37% é um percentual encorajador, mas mais de 40% dos entrevistados ainda estarem postergando aportes na área após os casos da Marriott e da British Arways é preocupante”, avalia Nick Wyatt, head of R&A (Research & Analysis) da área de Viagens & Turismo da GlobalData.

Cibersegurança e reputação

Semana passada, a ICO (Information Commissioner’s Office) propôs multas milionárias para Marriott e British Airways. Para Wyatt, o anúncio do órgão de segurança de dados britânico, que se baseia na legislação da GDPR (General Data Protection Regulation), tem recado óbvio. “A mensagem é clara: leve a sério questões de cibersegurança ou lide com as consequências. Então, se essas 43% das empresas planejam investir na área, por que esperar?”, questiona.

O executivo da GlobalData ressalta que o impacto de vazamentos de dados não é apenas financeiro. Para Wyatt, há um lado intangível que merece toda atenção das empresas. “A confiança dos consumidores pode ser seriamente comprometida. Vale destacar que, em especial na indústria turística, as organizações têm o dever de cuidar de dados pessoais altamente sensíveis, como de passaportes”, pondera.

Wyatt avalia que as multas sugeridas pela ICO devem ser encaradas como alerta para as empresas. Ele lembra ainda que muitas delas são altamente vulneráveis a ataques cibernéticos. “Essas organizações precisam agir agora e garantir que estejam aproveitando as mais recentes tecnologias para proteger os dados pessoais de seus clientes”, finaliza.
 
(*) Crédito da capa: Gerd Altmann/Pixabay

(**) Crédito da foto: TheDigitalArtist/Pixabay

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