CNC revisa estimativa de expansão do setor de serviços

cnc- serviçosConfederação espera ainda que desempenho do segmento em 2020 seja 1,7% maior

Ontem (12), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os resultados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviço). Segundo o estudo, setembro subiu 1,2% no volume de receita do setor de serviços frente ao registrado em agosto - melhor performance para o período em cinco anos. Neste cenário, a CNC (Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo) revisou a projeção do setor de 0,8% para 1,0%, em relação a 2018.

Os números representam o primeiro avanço anual do segmento desde 2015 (2,5%). A expectativa para 2020 é ainda maior, com projeção de expansão de 1,7%. Para o segundo semestre, a CNC continua apostando em resultados positivos, esperando incremento de 1,8% no setor de serviços para o último trimestre deste ano frente ao ano passado.

Para a entidade, com a reforma da Previdência, a agenda econômica tem se concentrado em medidas de estímulo ao consumo e investimentos. “Considerando, neste cenário, o nível corrente da inflação historicamente baixa e significativamente abaixo do centro da meta, abriu-se espaço para cortes adicionais na taxa de juros, o que tem permitido alguma aceleração do setor nesta segunda metade do ano”, afirma o economista Fabio Bentes.

Frente a setembro de 2018, houve aquecimento de 1,4%, com destaque para a variação no volume de receita dos serviços profissionais, administrativos e complementares (+2,9%) - maior crescimento nesta base comparativa desde abril de 2013 (+3,7%). Em contrapartida, a receita proveniente da prestação de serviços às famílias teve queda de 0,3% - sendo esta a primeira retração desde julho do ano passado (0,1%). 

O acumulado do ano para o setor deve registrar seu primeiro crescimento anual (+0,6% entre janeiro e setembro), impulsionado pelo avanço em São Paulo (+3,2%). Das 27 unidades da Federação, 18 ainda apresentam perdas nos nove primeiros meses do ano, com destaque para Rio de Janeiro (-3,1%), Paraná (-2,3%) e Rio Grande do Sul (-2,0%).

CNC: subsetores

Entre setembro e agosto de 2019, quatro dos cinco subsetores registraram alta, principalmente o setor de serviços profissionais administrativos complementares (+1,8%) e os serviços de transportes (+1,6%). No transporte aéreo, o avanço de 16,3% foi influenciado pelo comportamento dos preços.

De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o preço das passagens aéreas registrou variação de 1,54% em setembro, após ter recuado 15,66% no mês anterior. Já a inflação de +0,04% dos serviços em setembro foi a menor para o período desde 2007 (-0,04%).

(*) Crédito da foto: StockSnap/Pixabay

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