Economistas reduzem novamente estimativa para o PIB

PIB - nova queda_internaCom a nova revisão, expectativa de alta do PIB chegou a 0,87% 

O grupo dos economistas que mais acerta previsões na pesquisa Focus fez novas projeções para a economia nacional. A expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) caiu novamente, dessa vez para 0,87%. Foi a 17ª revisão seguida com viés de queda no indicador. Para 2020, contudo, foi mantida a previsão de alta de 2,2%. As informações são da Reuters.

O Brasil virou o ano com perspectiva de crescimento no PIB na casa de 2,5%. Ao menos essa era a aposta do FMI (Fundo Monetário Internacional), que divulgou sua estimativa no final de janeiro. A partir de fevereiro, com a dificuldade da economia em crescer, revisões para baixo foram sendo feitas. 

Em abril, por exemplo, o indicador caiu para abaixo de 2% pela primeira vez e, na semana passada, para abaixo de 1%. Vale destacar que, no primeiro trimestre, o PIB decepcionou, recuando 0,2% em relação aos três meses anteriores. Em 2018, o índice apresentou elevação de 1,1% frente a 2017.    

PIB e mais dados

O grupo de economistas ouvidos pela Reuters também reviram as projeções para outros indicadores macroeconômicos. A taxa básica de juros, por exemplo, deve atingir 5,5% este ano e 6,25% em 2020. Na consulta anterior, a expectativa era da Selic girar na casa de 5,75% e 6,50%, respectivamente.

Na semana passada, o BC (Banco Central) manteve a Selic no piso histórico de 6,5%. A instituição ressalvou que, embora os riscos para a inflação tenha evoluído, a agenda de reformas ainda é um tema preponderante. Por isso, a taxa básica de juros se manteve no patamar atual. Sendo assim, futuros cortes nos juros só devem acontecer após a aprovação da reforma da Previdência, dada como certa pelo mercado financeiro.

As estimativas para a inflação também voltaram a cair. Agora, os economistas preveem alta do IPCA em 3,82% este ano e 3,95% em 2020, ante 3,84% e 4%, respectivamente, na consulta anterior. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%.

(*) Crédito da capa: mirceaianc/Pixabay

(**) Crédito da foto: Kapa65/Pixabay

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