FHAN: case do B Hotel mostra como A&B pode ser o centro do negócio

De Olinda, Pernambuco*

FHAN 2019 - Ana Paula ErnestoA sustentabilidade é um dos pilares do sucesso do B Hotel

Logo após a palestra de Bruno Guimarães, Ana Paula Ernesto fechou a programação do segundo dia do FHAN (Fórum de Hospedagem e Alimentação do NE). Sócio do B Hotel, de Brasília, ela apresentou o case de sucesso do hotel – e o papel do A&B (Alimentos & Bebidas) na estratégia para ganhar mercado. O FHAN é uma das atrações da HFN Nordeste, que termina amanhã (8).

Segundo a executiva, como Brasília tem um público essencialmente executivo, o desafio era não destoar da arquitetura da cidade. Ao mesmo tempo, a proposta foi ter um produto diferenciado capaz de concorrer com grandes redes presentes na cidade, mesmo sendo independente. Entre outras coisas, Ana Paula diz que era preciso extrair o melhor do terreno, que possui localização privilegiada, ao lado da torre de TV e o do Estádio Mané Garrincha. Outras medidas foram pensadas.

“Como fazer a diferença com projeto que conversasse com a arquitetura da cidade? O impacto do lobby, que foi uma das recomendações ao arquiteto contratado, ainda causa hoje uma ótima primeira impressão”, afirma a executiva.” A escolha do profissional fez a diferença pela linguagem moderna e premiações recebidas”, completa.

FHAN: papel do A&B

Outro ponto de exigência, ainda na fase de projeto, foi que a gastronomia fosse “o centro do hotel” e que a atmosfera tivesse referências à cidade. “O hotel foi criado para fazer parte do circuito de turismo que é a arquitetura de Brasília”, declara. Apesar do investimento ter sido representativo nos detalhes, o resultado do uso de pontos de referência arquitetônicos foi a empatia do público local, que desde o início apoiou o projeto.

“A cozinha é o palco e a estrela do show é o chef”, orgulha-se. Por isso, a cozinha show foi projetada para que fosse possível enxergar o staff em ação desde a chegada do hóspede no hotel. E até empecilhos na construção, devido à burocracia da construção, que poderiam ser vistos como pontos negativos, foram revertidos em oportunidade. “A obra, que foi morosa, acabou por ajudar a tornar o produto diferente, mais planejado e com equipe bem treinada”, destaca.

Ainda durante a obra do B Hotel (veja In Loco Especial), surgiu a ideia de investir em uma horta orgânica na área rural de Sobradinho, próximo à capital federal. O Sitio Samambaia hoje é outro negócio rentável para o grupo hoteleiro, que além de produzir os insumos para uso próprio, comercializa alguns produtos, caso de flores comestíveis. A sustentabilidade também é uma das preocupações constantes. “Cem por cento do que seria lixo orgânico vai para o uso compostagem na manutenção da plantação, tornando o processo completamente sustentável”, revela. “A ideia não era criar o melhor hotel do mundo, mas um hotel melhor para o mundo”, conclui.

(*) A reportagem do Hotelier News viaja a Olinda a convite da HFN

(**) Matéria de Marília Gilka, em colaboração ao Hotelier News

(**) Crédito da foto: Peter Kutuchian

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