FMI projeta queda de 9,1% para o PIB brasileiro em 2020

PIB- FMIEntidade também prevê que a dívida brasileira deve superar em 100% a marca do PIB

Após o BC (Banco Central) prever recuo de 6,51% do PIB brasileiro deste ano, o FMI (Fundo Monetário Internacional), divulgou hoje (24) suas projeções. Devido à pandemia de coronavírus, a entidade espera impacto negativo de 9,1% no indicador para 2020. Se confirmada, esta será a maior queda da economia do país nos últimos 120 anos.

Em abril, o FMI projetava declínio de 5,3% e, segundo dados da entidade publicados no relatório World Economic Outlook, existe uma piora generalizada para toda a atividade econômica mundial. O PIB global, por exemplo, deve recuar 4,3% este ano, com todas as regiões enfrentando quadros de recessão.

Para economias mais consolidadas, o Fundo espera queda de 8% no PIB, enquanto as emergentes o recuo deve ser de 3%. “Pela primeira vez, projeta-se que todas as regiões experimentem um desempenho negativo em 2020. No entanto, existem diferenças substanciais entre as economias, refletindo a evolução da pandemia e as eficácias das estratégias de contenção”, escreveu o FMI em relatório.

Outro ponto relevante foi o aumento do endividamento dos países. As medidas fiscais anunciadas pelos governos já somam mais de US$ 10 trilhões, acima dos US$ 8 bilhões esperados inicialmente. No Brasil, a previsão é que a dívida bruta alcance os 102,3% do PIB deste ano.

PIB: impacto no turismo

Segundo a Fecomercio-SP, apenas em abril, o setor de turismo sofreu perdas de R$ 6,76 bilhões. No início de junho, a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), anunciou o prejuízo de R$ 90 bilhões nos últimos três meses.

“Toda vez que temos uma retração no PIB, significa uma queda na produtividade e o efeito é sempre cascata. Você pode ter menos empregos, menos salários ou os dois combinados. Com isso, as pessoas gastam menos, principalmente com itens supérfluos, que é o caso do turismo. Com a diminuição dos efeitos da pandemia, as viagens tendem a ser mais curtas, baratas e feitas em veículo próprio e casas de amigos. A tendência do lazer, principalmente, é manter a característica de férias, porém com orçamentos mais baixos”, avalia Mariana Aldrigui, presidente do Conselho de Turismo da Fecomercio-SP.

(*) Crédito da capa: geralt/Pixabay

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