FMTL realiza primeiro evento em São Paulo e instiga reflexão sobre a participação dos jovens no setor


Gioia Deucher, CEO da Swissnex Brazil e Martin Barth, CEO do Fórum Mundial de Turismo de Lucerna
(fotos: Giulia Ebohon)

Em que momento a academia e a indústria do turismo se encontram? Como essas duas formas de atuar e enxergar um segmento podem se complementar e gerar profissionais criativos e pró-ativos que compartilham uma paixão, nos diversos desdobramentos da profissão? Como preparar as gerações anteriores para as novidades que os jovens têm a apresentar ao mercado? O Fórum Mundial de Turismo de Lucerna, promoveu hoje (14), no Tivoli Mofarrej, o Talent Boost, com intuito de explorar as questões que se impõe atualmente como desafios para o desenvolvimento do turismo no Brasil.

O encontro, que reuniu as principais lideranças do turismo nacional e internacional, se propôs a criar uma plataforma única para se pensar no futuro do turismo, interligando os ramos da indústria como: representantes governamentais, associações, academia, destinos, hospitalidade e empresas privadas.  

Martin Barth, CEO do Fórum Mundial de Turismo de Lucerna, abriu o evento definindo como um dos pilares do Talent Boost a diminuição da lacuna entre a academia e a indústria do turismo, de modo a dar voz para as demandas do mercado e ao mesmo tempo ao profissional que possui as peculiaridades de uma nova geração. 

De acordo com o executivo, saber como os jovens pensam, entender suas necessidades profissionais e ir ao encontro das expectativas que têm sobre suas carreiras são indispensáveis para o sucesso dos setores de viagem, turismo e hospitalidade.


Mauricio Baptista, diretor associado de cooperação internacional da USP e Maria Cristina Favoretto, secretária de Estado de Turismo de São Paulo

“Este é um dos mais relevantes desafios para o futuro dessa importante atividade econômica, para o qual os líderes devem estar preparados e aptos para incentivar jovens talentos dentro de suas corporações”, apontou Barth. 

Para Mariana Aldrini, professora e pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo) e uma das idealizadoras do evento: “Os participantes terão acesso a informações que auxiliarão no desenvolvimento dos setores de viagem, turismo e hospitalidade de maneira sustentável e perene."

Responsável por moderar toda a cerimônia, Gioia Deucher, CEO da Swissnex Brazil, deu continuidade a abertura chamando ao palco representantes importantes do turismo nacional e internacional, entre eles : Mauricio Baptista; diretor associado de cooperação internacional da USP; Maria Cristina Favoretto; secretária de Estado de Turismo de São Paulo; André Regli; Embaixador da Suíça no Brasil e Reto Wittner, presidente do conselho consultivo do WTFL.

As potencialidades não exploradas no turismo brasileiro e a necessidade de alinhar os setores foi consenso entre as falas de cada um. De acordo com Maria Cristina, só o Estado de São Paulo arrecada R$ 25 bilhões anualmente com o turismo, tendo uma das malhas hoteleiras mais intensas do País, com cinco mil empreendimentos, distribuídos em 645 municípios. “Empregos, rendas e novos destinos podem ser consolidados e construídos com o aproveitamento do turismo”, disse.

 André Regli; Embaixador da Suíça no Brasil e Reto Wittner,  presidente do conselho consultivo do WTFL

Representando as relações intercontinentais entre Brasil e Suíça, André Regli afirmou que o interesse de brasileiros pelo destino europeu cresceu em até 5% em 2015.  Salientou, ainda, que esse contexto de crise econômica e, especialmente, política, deve ser superado para que os setores retornem ao foco das atenções. “As terras brasileiras apresentam todos os tipos de possibilidade, faltando apenas serem exploradas”, constatou. 

Concluindo a abertura, Reto Wittner, presidente do conselho consultivo do WTFL foi enfático: “Qualquer indústria que não buscar novos talentos está fadada ao desaparecimento”. De acordo com o executivo, o turismo emprega 10% das pessoas do mundo, sendo um setor pouco afetado pela crise. Com isso, é um segmento que pode contribuir para impulsionar a economia de qualquer região. “O turismo me deu muitas coisas boas, pude conhecer mais de 127 países na minha vida. Eu só posso encorajar os mais jovens a irem para esse setor, para que cresçam com o rosto dessa nova geração. Jovens desempregados é a pior coisa que pode acontecer em um país”.

A programação do evento contou ainda com palestras e um painel de discussão que interagiu com a plateia. “Certamente sairemos daqui com uma nova concepção sobre o turismo”, concluiu Gioia Deucher. 

Serviço
wtflucerne.org

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