Grupo R1 e House of Feelings falam sobre gestão de emoções durante a crise

grupo r1Virgínia: se não pararmos para compreender continuaremos adoecendo neste cenário

Em tempos de quarentena e isolamento, nossas emoções ficam à flor da pele. As incertezas causadas pelo coronavírus podem afetar não só a economia, mas o físico e emocional da população. Pensando nisso, o Grupo R1 ao lado da House of Feelings - escola especializada em sentimentos para empresas se uniram para falar sobre o assunto e como a crise impacta a tomada de decisões das lideranças.

Em live no Facebook, Raffaele Cecere, presidente do grupo e Virgínia Planet, psicóloga e uma das proprietárias da escola, debatem a importância de falar sobre sentimentos em momentos de dúvidas. “Hoje, vamos falar sobre nossos sentimentos, o que esta crise trouxe para nós ao invés de falar de mercado”, apresenta o executivo.

Virgínia ressalta a relevância de abordar assuntos de esferas emocionais e a conexão entre físico e mental. “Precisamos mais do que nunca falar sobre isso. Como os seres humanos reagem à crise? Fisiologicamente. A quebra da rotina nos leva a uma desorientação atencional, ficamos mais confusos e cansados. Ficamos o tempo todo tentando entender o que vai acontecer e nos tornamos instáveis”, explica.

Depressão, ansiedade entre outros problemas emocionais podem vir à tona com o bombardeio de informações que recebemos diariamente. Com tantas oscilações, nossa capacidade de tomar decisões é afetada, bem como nosso corpo. “Estamos vivendo um momento de instabilidade, irracionalidade e ambiguidade. Não sabemos o que é relevante, no que acreditar. Gestão de emoções é saber como reagimos”, diz. “Se não pararmos para compreender continuaremos adoecendo neste cenário”.

Grupo R1: gerindo emoções

Diante de tantas dúvidas, como reagir? Para a psicóloga, autoconhecimento, hobbies e fortalecimento de laços afetivos são grandes aliados. “Temos que nos munir de mecanismos que nos apoiem. Só temos a certeza de que um dia essa crise vai acabar, mas não sabemos como nem quando. Traçar estratégias emocionais é entender como estou reagindo e lidando com as situações”.

Segundo Virgínia, incentivar o diálogo aberto ajuda a gerir emoções. “Quando eu não falo sobre o que estou sentindo, eu não lido com a frustração e deixo passar. Saber acolher cada palavra, cada sentimento é essencial e, a partir disso, promover a ação, transformar. Estamos o tempo todo fazendo escolhas e precisamos tomar decisões guiadas pelo racional, não pelo emocional”.

A convidada ressalta ainda que, no momento, lideranças sofrem com a pressão de precisar lidar com o peso de estar a frente de uma equipe. “Neste momento, líderes mais do que nunca são exemplos. Precisam gerir suas próprias emoções e as pessoas. Isso acaba sendo um peso”. 

Virgínia ainda finaliza enfatizando ações que algumas empresas estão promovendo como conversas online, lives e psicólogos online. “Se está difícil, peça ajuda. Ninguém precisa passar por isso sozinho. É um ato de coragem. Se acolha e acolha os outros também”.

(*) Crédito da capa: AbsolutVision/Pixabay

(**) Crédito da foto: Nayara Matteis/Hotelier News

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