Hotéis do Caribe vão bem em 2019, mostra STR

STR - balanço 2019_República DominicanaCom oferta crescente, República Dominicana teve resultados ruins

Apesar da queda na ocupação, a hotelaria caribenha – que compete com destinos brasileiros internacionalmente – registrou bom desempenho em 2019. Dados da STR mostram que os hotéis da região tiveram alta na diária média, o que também puxou o RevPar para cima. Turks & Caicos foi destaque, enquanto a República Dominicana teve dificuldades em função do crescimento da oferta. A performance foi um pouco inferior a da América do Sul.

Na comparação com 2018, a ocupação cedeu 2,7% (para 63,7%), no pior resultado absoluto desde 2011 na região. Em compensação, diária média e RevPar avançaram 5,6% (para US$ 218,82) e 2,8% (para US$ 139,45) na mesma base de comparação, respetivamente. Segundo a STR, os valores de 2019 foram os mais altos já registrados em um ano em toda série histórica da empresa.

“Apesar dos seis meses seguidos de queda no RevPar entre junho e novembro, hotéis caribenhos alcançaram uma boa performance em dezembro para fechar o ano com o indicador no azul”, esclarece Rico Louw, account manager da STR. “O recuo nesses meses tem ligação com a passagem do Furacão Dorian, bem como com o aumento da oferta na região”, completa.

STR: análise por praça 

Quando se olha para a análise de mercados específicos, Turks & Caicos é o principal destaque. O pequeno arquipélago fechou 2019 com as mais maiores altas em ocupação (+4,3%, para 62,7%) e RevPAR (+12,8%, para US$ 653,75) – única alta do indicador em dois dígitos na região. Já as Ilhas Cayman apresentaram a mais elevada expansão na diária média (+8,3% para US$ 466,06).

Praça com maior número de quartos no Caribe, a República Dominicana sofreu com o aumento de oferta. De fato, grupos como Wyndham, Meliá e Iberostar, entre outros, abriram unidades no país ao longo de 2018. A STR destaca ainda que há mais de 5,4 mil quartos em construção no mercado dominicano. Ainda assim, mais do que um inventário maior, o país sofreu também com queda na demanda, que cedeu 5,6% em 2019 frente ao ano anterior.

Com isso, ao fim de 2019, o mercado dominicano registrou queda nos três principais indicadores do setor. Enquanto a ocupação caiu 8% (para 67,7%), diária média teve variação negativa de 3,5% (para US$ 136,10). A performance ruim dos dois índices derrubaram o RevPar local, que cedeu 11,2% (para US$ 92,12). No Brasil, segundo o InFOHB, a performance foi bem superior.

(*) Crédito da capa: Paola Galimberti/Unsplash

(**) Crédito da foto: Divulgação/Turismo da República Dominicana

Comentários