Hotelaria mexicana tem 2019 de perdas, apontam dados da STR

STR - balanço 2019 México_Auditório NacionalAuditório Nacional, na Cidade do México: capital teve queda de RevPar

Diferentemente do Brasil, que segue sua recuperação, o ano recém-encerrado foi difícil para a hotelaria mexicana. Os hotéis locais encerraram 2019 com recuo nos três principais indicadores do setor, informa a STR. A Península de Yucatan, onde ficam destinos importantes como Cancún e Playa del Carmen, teve a pior performance do país.

Apesar de não muito longe da média histórica, a ocupação caiu 2,6% (para 61,3%) frente a 2018, no percentual mais baixo desde 2013. Segundo a STR, o aumento da oferta local e os alertas emitidos pelo governo americano não recomendando seus cidadãos de viajar ao país influenciaram o resultado. 

Ainda assim, a demanda (room nights vendidos) mexicana, embora dê sinais de desaceleração, engatou a 10ª alta anual consecutiva. Já diária média e RevPar cederam 2,6% (para 2.204,78 pesos) e 5,1% (para 1.351,58), respectivamente, frente ao ano anterior. Sinais de que o ano seria difícil já podiam ser identificadas no primeiro trimestre de 2019.

STR: análise regional 

Como citado, a Península de Yucatan teve resultados ruins em 2019. A região foi a única a registrar queda de dois dígitos em RevPar (-11.5%, para 2.208,23 pesos), muito em função do recuo de 9,9% (para 3.202,85 de pesos) na diária média. A hotelaria local, contudo, segue no radar de grandes redes internacionais, que investem em expansão por lá. Entre os projetos já confirmados, a W Hotels abrirá uma unidade em Playa del Carmen.

Mais voltada para o segmento corporativo, a Cidade do México apresentou queda de 1,8% (para 2.249,97 pesos) na diária média. O resultado acabou impactando o RevPar, que cedeu 4,4% (para 1.480,53 pesos), no segundo recuo mais acentuado no indicador em todo o país.

(*) Crédito das fotos: Peter Kutuchian/Hotelier News

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