HSMAI: a importância da gestão da emocionalidade durante a crise

HSMAI- gestao de mocionalidadeGianotti: faça o que te faz bem, fuja de crenças limitantes

Após a palestra sobre Comunicação não violenta, a HSMAI traz outro tema de âmbito emocional relevante: gestão de emocionalidade. Abordado por Hélio Gianotti, consultor, palestrante e coach da Mindset Consultoria, o bate-papo trouxe algumas dicas para manter a saúde emocional durante a crise.

Com a pandemia, quase todos passamos por sentimentos de perda, processo dividido em cinco estágios: Negação, Raiva, Barganha, Tristeza e Aceitação. “Cada estágio corresponde a um tipo de comportamento e são fáceis de identificar nos outros e em nós mesmos. É importante perceber que diante da crise e em outros momentos da vida, experimentamos essas fases em períodos de lutos”, explica. “Sabendo disso, nos resta entender que tolerância é fundamental, pois cada um de nós atravessa uma fase diferente e agora estamos começando a gerenciar nossos processos emocionais”.

Na prática, gestão de emocionalidade é receber a emoção, reagir a ela, passar para o lado racional, modular e tomar a decisão. “Emoção é mais rápida que o pensamento, significa movimentar pra fora. É um movimento do corpo e estão ligadas ao sentimento de sobrevivência ou ligação entre as pessoas”.

Medo, raiva, tristeza, vergonha são emoções fundamentais para garantir a sobrevivência do ser humano, mas liberam cortisol, hormônio do estresse, que em níveis elevados podem ser prejudiciais. Para equilibrar a equação, precisamos compensar com emoções de valência positiva, como amor e alegria que geram neurotransmissores como a serotonina, dopamina e ocitocina. “Cortisol em excesso a longo prazo pode causa demência e Alzheimer. Já os hormônios de valência positiva geram processo de motivação, reconhecimento e gratidão”, destaca.

HSMAI: dicas

Ao final da palestra, Gianotti deu algumas dicas para liberar hormônios benéficos para o corpo em períodos de estresse e preocupação, como a pandemia. “Mantenha uma rotina, O cérebro precisa saber que ele vai produzir algo com a mesma energia. Rotina significa pouca mudança, pois elas podem ser perigosas. Tenha horário para tomar café da manhã, almoçar, jantar e, principalmente, dormir”.

Além de dormir entre seis e oito horas, ele também recomenda atividades físicas regulares, pois liberam endorfinas, que atuam como ansiolítico e produzir neurotransmissores como dopamina e ocitocina. “Uma alimentação balanceada também é fundamental para os processos hormonais. Respiração pelo nariz também é uma das poucas ações que modulam as emoções. E ria de si mesmo, faça o que te faz bem, fuja de crenças limitantes”, finaliza.

(*) Crédito da capa: AbsolutVision/Pixabay

(**) Crédito da foto: reprodução da internet

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