ICF tem quarta alta seguida em novembro, mostra CNC

ICF tem quarta alta seguida em novembro, mostra CNCNo penúltimo mês do ano, houve uma elevação de 1,3% com relação a outubro

A intenção de gastos das famílias brasileiras tem a quarta alta consecutiva. O dado está na pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medido pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). No penúltimo mês do ano, houve uma elevação de 1,3% com relação a outubro, atingindo 92,5 pontos. Quando comparado com o mesmo mês de 2018, a evolução é de 8,7%.

De acordo com a confederação, o resultado a confiança dos consumidores e indica que as famílias estão suscetíveis a comprar mais. Ao contrário do primeiro semestre, quando a intenção de compras oscilou, com as famílias se mostrando cautelosas e reticentes, a economia tem dado sinais de reativação nos últimos meses. Esse fator tem influenciando positivamente as projeções de crescimento econômico para 2019, bem como a propensão de gastos. 

"A boa performance do ICF em novembro está em linha com os bons sinais recentes da economia, proporcionados por fatores como inflação descendente, acréscimo de renda com os saques do FGTS e do PIS/Pasep, relativa segurança no emprego, juros primários tendentes para baixo, além do recebimento do 13º salário", ressalta José Roberto Tadros, presidente da CNC.
 
Os subindicadores Momento para Duráveis (4,5%), Perspectiva de Consumo (2,3%), Renda Atual (1,4%) e Emprego Atual (1,0%) puxaram a alta em novembro. Com exceção de Compra a Prazo, que manteve estabilidade, todos os subindicadores apresentaram crescimento.
 
Os índices Momento para Duráveis (18,9%) e Perspectiva de Consumo (12,4%) também se destacaram no comparativo anual, frente a novembro do ano passado. 

"As famílias permanecem com desejo de comprar eletroeletrônicos e eletrodomésticos, impulsionadas, possivelmente, pela Black Friday. Somam-se a isso as condições de compra através do parcelamento, uma vez que pode haver espaço no orçamento para aquisições financiadas", indica Antonio Everton, economista da CNC responsável pelo estudo. Ressaltou que, apesar do aumento das intenções de compra de produtos duráveis, as famílias seguem endividadas.
 
O Emprego Atual (com variação de 1,0% sobre outubro) chegou a 117,8 pontos, se consolidando como o maior dos índices aferidos pela pesquisa. Juntamente com Renda Atual (111,8) e Perspectiva Profissional (106,2), os três formam o grupo de componentes do ICF. A linha de 100 pontos representa satisfação com algum dos itens. Abaixo disso, há descontentamento.
 
CNC: diferença regional

Quando dividido por região, a intenção de gastos se distribuiu de forma desigual. Enquanto as famílias no Sudeste apresentaram maior disposição para consumir (com elevação de 3,3%), as do Norte (0,6%) e do Sul (0,4%) não demonstraram a mesma intensidade. As residentes no Nordeste (queda de 0,5%) e Centro-Oeste (-1,8%) se mostraram receosas. Apesar das diferenças mensais, o ICF aumentou em todas as regiões no comparativo anual. Nesse recorte, as famílias do Norte (14,5%) e do Sudeste (11,0%) foram as que apresentaram as maiores altas.
 
Em relação aos os subindicadores que refletem o mercado de trabalho, a região Sudeste apresentou as maiores elevações: Renda Atual (3,4%) e Emprego Atual (2,7%).

(*) Crédito da foto: Michal Jarmoluk/Pixabay 

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