Países isentos de visto têm alta de 13,9% no fluxo turístico em 2019

Vistos - chegada de turistas_Brasil_internaAntônio (de terno, à esq) recebe americanos beneficiados com a isenção

Anunciada no ano passado pelo governo federal, a isenção de visto de entrada para quatro países vem gerando bons resultados. É o que garante o MTur (Ministério do Turismo), que divulgou números referentes aos primeiros seis meses de operação da medida. Baseado em dados da Polícia Federal, a pasta informa que houve alta de 16% na entrada de turistas de três das nações beneficiadas. São elas: Estados Unidos, Canadá e Austrália.

Ao todo, 321.712 pessoas dos três países visitaram o Brasil de julho a dezembro, ante 277.421 em igual período de 2018. Dos quatro países com isenção, o Japão foi o único a registrar queda (-9% ou 3.199 visitantes a menos). “É uma abertura estratégica, que tem forte potencial de contribuir para a geração de divisas, emprego e renda por meio do turismo no nosso país”, avalia Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo.

Visto de entrada: mais dados

Quantitativamente, os EUA foram os que trouxeram mais turistas no período. Segundo o MTur, houve alta de 14,8% frente os mesmos meses de 2018, ou 34.932 visitantes a mais. O Canadá enviou 6.650 visitantes a mais (+26%), enquanto a Austrália registou alta de 16,3% no fluxo turístico ao Brasil (2.709 pessoas a mais).

No caso desses três países, o fluxo turístico também é positivo quando se avalia o ano de 2019 como um todo. A alta verificada pela pasta ao longo do ano chega a 13,8%. Destaque para EUA e Canadá, com 48.530 e 11.529 turistas a mais no país, respectivamente. Novamente, o Japão foi o único a apresentar recuo (-4,47%).

“É importante avaliarmos especificamente o caso do Japão para que, junto com a nova Embratur, possamos trabalhar na divulgação maciça do Brasil no país e ampliar a visita desses turistas em nosso país”, pondera o ministro. Vale destacar que estudo do Amadeus faz projeções para esses mercados em 2020.

(*) Crédito da foto: Nicole Geri/Unsplash 

(**) Crédito da foto: Roberto Castro/MTur

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