STR: África e Oriente Médio com resultados opostos em julho

STR Lagos teve sexta queda consecutiva na diária média

Relatório do STR mostrou que hotéis da África tiveram bons resultados em julho nos três principais indicadores do setor. Já no Oriente Médio, o segmento viu decréscimos em dois índices. 

No Oriente Médio, a ocupação foi o único indicador positivo em julho, com alta de 3% na comparação com o mesmo mês de 2018. O mês fechou com 60.8% dos quartos ocupados. Já a diária média teve queda de 5% no mesmo comparativo, ficando em US$ 119,26. Esse declínio puxou para baixo o RevPar, que caiu 2,1% fechando em US$ 72,51.

No continente africano, a ocupação subiu 1% na comparação com julho de 2018, para 62,6%. A diária média cresceu 4,8% para US$ 106,94, impulsionando o RevPar que subiu 5,8% (US$ 66,99). 

STR: mercados em destaque 

O STR destacou para dois mercados em julho, os dois no continente africano. Como destaque positivo, a cidade de Sharm El Sheikh, no Egito, teve alta de 28,6% no RevPar (EGP 874,87). Índice foi beneficiado pela diária média, que cresceu 23,9% (EGP 1.318,95). A ocupação também subiu 3,8% no comparativo, ficando em 66,3%. 

Os níveis absolutos da diária e RevPar foram os mais altos para julho no banco de dados do STR para Sharm El Sheikh. Segundo os analistas, o RevPar cresceu por 33 meses consecutivos no mercado. Isso porque a oferta permaneceu relativamente estável desde o início de 2016 e a demanda cresceu dois dígitos em 24 dos últimos 26 meses.

Já a cidade de Lagos, na Nigéria, teve alta de 16,2% na ocupação, para 65,7%. O que ajudou no crescimento de 10,5% do RevPar, que fechou em NGN 30.915,51. A diária média, por sua vez, caiu 5% no comparativo, ficando em NGN 47.077,51.

Assim como em Sharm El Sheikh, os níveis de ocupação absoluta e RevPar de Lagos apresentaram recorde para julho no banco de dados de STR. No entanto, julho marcou o sexto mês consecutivo de quedas de diária média no mercado. A ocupação e, posteriormente, o RevPar, foram ajudados por um aumento de dois dígitos na demanda (17%) e oferta estável (+ 0,7%).

(*) Crédito da capa: Pavel Rekun/Unsplash

(**) Crédito da foto: Jide Lambo/Unsplash

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