The Phocuswright Conference: Decolar quer fortalecer posição na América Latina

De Hollywood, Miami, Estados Unidos*

Phocuswright Conference - palestra DecolarScokin apresentou algumas das prioridades da empresa para 2020

A manhã do Central Stage na The Phocuswright Conference esteve mesmo focada em distribuição e OTAs. No entanto, e pela primeira vez no evento inteiro, falou-se pouco em estratégias globais e muito mais na América Latina. O motivo? O convidado da entrevista conduzida por Carolina Haro, Market Specialist Latina America da Phocuswright Conference e sócia da Mapie, foi Damian Scokin, CEO da Decolar.

Líder na região, a Decolar completou 20 anos de fundação em 2019. No período, muita coisa aconteceu na OTA argentina, que começou apenas com venda de aéreo, introduziu hotéis, lançou o primeiro app do mercado, fez um IPO (Initial Public Offering) e, este ano, concluiu um amplo projeto de rebranding. 

“Ainda há muito a ser feito. Existe espaço para criar novos produtos e features na nossa plataforma. Em paralelo, vamos lançar nosso programa de fidelidade no Brasil. São vários projetos que, juntos, vão nos permitir seguir em expansão”, disse Scokin. “Sobre o programa, apesar da peculiaridade do mercado brasileiro, estamos otimistas com o sucesso da inciativa. Queremos gerar valor para o usuários”, completou.  

The Phocuswright Conference: o sucesso

Perguntado qual o segredo para se manter como a escolha número um dos consumidores na América do Sul, o CEO da Decolar respondeu que, no fundo, a empresa nunca se descolou do seu propósito original. “Nosso objetivo no começo era ofertar viagens acessíveis para pessoas, e isso não mudou”, comentou Scokin. “Para isso, precisamos prover um quantidade grande de possibilidades na nossa plataforma e, claro, com preços competitivos. Acho que nosso sucesso ocorreu porque conseguimos equilibrar bem isso”, completar.   

Ainda assim, o executivo reconhece que ter uma estratégia específica para cada praça que atua na região é fundamental. “Há grades diferenças entre cada mercado, embora se fale a mesma língua na maioria dos lugares. Ainda assim, olhando nossa operação como um todo, temos que buscar também o equilíbrio”, pontuou.

Por fim, quando questionado por Carolina sobre o movimento recente da CVC, que comprou a argentina Almundo, e qual o sentido exato da aquisição da chilena Viajes Falabella. “Há ainda um amplo mercado offline a se explorar na região. Para nós, o negócio se insere aí, para explorar essas oportunidades”, explicou Scokin. “Não estamos focando totalmente no offline. Apenas queremos interagir com o maior numero possível de clientes”, concluiu.

(*) Crédito das fotos: Ana Carolina Fusquine/Pmweb

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